Cantando na Arquibancada

Pura verdade

Estávamos em Inhumas-GO, todos eufóricos para mais um Torneio de Canto e Fibra, válido pelo Campeonato Goiano-2003.

O dia anterior já havia mostrado o aconchego da Cidade e seu povo acolhedor como de costume. A noite foi brindada com uma bela recepção na encantadora chácara Recanto das Águas, do simpático casal Teresinha e Beroni.

O torneio prometia ser disputadíssimo, já que os hotéis da Cidade estavam lotados com passarinheiros de várias cidades, incluindo Brasília, é claro, de onde veio o grande amigo Siqueira, acompanhado de suas duas paixões: sua neta Thuanny e seu bicudo Pit-bull.

Pois bem, começou o torneio, todos os pássaros já devidamente alinhados nas estacas, o tradicional calor da cidade contribuindo para que os pássaros cantassem muito e os passarinheiros tomassem muita água.

Chegou a hora da tão esperada primeira marcação. Siqueira se colocou atrás do marcador de seu Bicudo, aguardando ancioso pelo sinal de início. Deu-se o sinal. Acostumado com seu Bicudo largando na frente, questionou ao marcador:

E aí, já está valendo, não vai marcar? Calmamente, vira-se o marcador para ele e diz: só poderei marcar com o pássaro na gaiola.

Cadê ele?

Sem acreditar, Siqueira aproxima-se um pouco mais da gaiola e vê o passador aberto e a gaiola vazia.

Desesperado, lança um olhar sobre os arredores e vê o Pit-bull dando um show à parte, cantando na arquibancada do ginásio.

Pega dali, pega de cá, o bicudo passeia sobre as outras gaiolas, briga um pouco, até que alguém consegue segurá-lo com a mão e devolve-lo à sua gaiola.

Com a permissão do chefe-de-roda, Siqueira leva o seu bicudo para uma rápida voltinha, mostra-lhe a fêmea e o traz de volta à estaca.

No final do torneio, Pit-bull cantou como nunca, classificando-se em 4o. lugar.

História escrita por José Nogueira – Brasília-DF, em 08.10.2003 (jnono@ig.com.br)

Escrito por José Nogueira, em 10/10/2003