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Filhotes de pássaros balbuciam como bebês

O gorrichado

Filhotes de pássaros balbuciam como bebês antes de começar a cantar

da France Presse, em Washington

Os filhotes de pássaros, assim como os bebês humanos, balbuciam enquanto estão aprendendo a imitar o canto adulto, segundo um novo estudo publicado na revista “Science”. Segundo pesquisadores, isso pode explicar como os humanos aprendem novas atividades.

“O balbuciar durante o processo de aprendizagem do canto exemplifica o comportamento exploratório curioso que freqüentemente chamamos de brincadeira, mas que é essencial para aprender por meio de tentativas e erros”, afirma o neurocientista Michael Fee, principal autor do estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Os filhotes de tentilhões gorjeiam com sons variados e praticam sem parar até conseguir imitar o canto adulto corretamente, a partir do canto de seus pais, segundo o trabalho. “Esta variedade inicial é necessária para o aprendizado, motivo pelo qual queremos determinar se é fruto de um fator motor adulto ainda imaturo ou de algum outro sistema”, disse Fee.

Estudos anteriores sobre o tentilhão já haviam revelado que os pássaros pequenos têm dois circuitos cerebrais separados dedicados ao canto, um para aprender e outro para reproduzir as canções aprendidas, chamado de circuito motor.

Se o primeiro circuito é prejudicado de alguma maneira quando a ave jovem ainda está começando, ela não conseguirá mais aprender e seu canto não se desenvolverá por completo. Se, por outro lado, um tentilhão adulto que já aprendeu a cantar perde a capacidade de usar essa parte do cérebro, isso não afetará sua habilidade de canto.

A equipe do MIT decidiu analisar o que acontece quando o circuito motor é prejudicado em filhotes e descobriu que, mesmo assim, eles continuavam cantando, o que significa que algum outra parte do cérebro é responsável pelo balbuciar.

Os pesquisadores também constataram que, em pássaros adultos, o circuito do aprendizado não se atrofia por falta de uso, mas permanece intacto. Se o circuito motor deles for afetado, apesar de já serem adultos, os pássaros voltarão a balbuciar como os filhotes.

Escrito por France Presse, em 11/5/2008

Aves Migratórias tem GPS no Cérebro

Instinto natural

Aves migratórias têm “GPS” no cérebro, diz estudo.

Os pardais de coroa branca são capazes de encontrr novamente sua rota migratória mesmo depois de terem sido transportados de avião para milhares de quilômetros de distância do local onde vivem. A informação de uma pesquisa divulgada na segunda-feira (05) nos Estados Unidos.

Pesquisadores capturaram 30 pardais de coroa branca quando estavam em plena rota de migração do Alasca, onde se reproduzem no verão, até o sudoeste dos Estados Unidos e o norte do México para passar o inverno.

As aves foram então transportadas no interior de gaiolas em um avião, que saiu de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, para Nova Jersey, no leste, a 3.700 km de distância, na costa leste do país.

Os pardais foram soltos alguns dias depois, com minúsculos transmissores de rádio instalados nas patas pelos cientistas.

Rumo – Os pesquisadores então acompanharam as aves, primeiro no solo e depois em pequenos aviões.

A equipe constatou que 15 pardais adultos souberam nos três primeiros dias após terem sido libertados que deveriam voar para o sudoeste, enquanto 15 pardais jovens, que nunca haviam percorrido a rota migratória, voaram na direção sul.

Isso mostra que as aves são programadas para voar nesta direção em sua primeira migração, concluíram os pesquisadores, em estudo foi publicado nos PNAS (Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, na tradução para o português).

Memória – O fato dos pássaros adultos terem “sabido” se orientar para o sudoeste, apesar do desvio lateral de 3.700 km, levou os cientistas a pensar que as aves são capazes de memorizar um mapa global de navegação a partir de suas migrações anteriores.

“Nossa experiência indica que o mapa de navegação aérea dos pardais adultos engloba pelo menos o conjunto dos Estados Unidos, o que lhes permite efetuar as correções necessárias para encontrar seu rumo rapidamente”, explicou Kasper Thorup, biólogo da Universidade de Princeton, principal autor do trabalho.

Os pardais de coroa branca voam em geral sozinhos e à noite em sua longa migração. (Folha Online)

Escrito por Folha Online , em 7/11/2007