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Torneios de Azulão

Em busca de seu espaço nos Torneios e Dicas.

BOM DIA AMIGOS VAMOS COMEMORAR ESSE PEQUENO TEXTO COM UM DESABAFO FEITO POR UM AMIGO NOSSO DE MARÍLIA – SP, GRANDE ENTENDEDOR DA ESPÉCIE, EDWARD TÉDDE UM APAIXONADO POR AZULÃO E QUE FAZ SELEÇÃO GENÉTICA PARA RODA.

“Todo ano tento colocar em discussão a situação dos azulões em torneios, ou melhor, o seu desaparecimento dos torneios. Os motivos de sua escassez acredito que todos sabem, porém há explicações pra isso e algumas afirmações são equivocadas.”

O Azulão ganhou através dos anos a fama de ingrato, frio, melindroso, instável, imprevisível injustamente. Isso ocorreu mais por culpa dos donos dos próprios pássaros. Frequentemente confundem o azulão ser cantor com ter fibra, e quando o azulão realmente apresenta fibra não fazem preparação nenhuma para que ele a desenvolva ou a mostre completamente.

Muitas vezes, simplesmente pegam o pássaro que nunca saiu de casa, colocam dentro de um carro que ele quase nunca entrou, sem capa, levam-no a um território de outro azulão e jogam-no do lado do prego do dono do território, assim até leão afina! E ainda por cima nos meses de Maio, Junho e Julho quando é raro ter algum pássaro firme. Fatos estes que dificilmente vemos acontecer com outras espécies, apenas com o Azulão.

O azulão realmente tem um manejo diferenciado para torneios ou badernas mais pesadas, mas até aí­ o Trinca-Ferro e o coleiro também o têm.

Todo pássaro afina. Meus azulões já afinaram, porém em condições que eu pude entender, compreender e aprender. Meus azulões nunca me deixaram na mão, isso eu posso dizer, nunca me fizeram passar vergonha, mesmo aqueles de menor fibra, porque eu nunca os fiz passar vergonha tirando de casa careca, sem rabo, cheio de cartuchos, com febre de muda, nunca chutei a gaiola pra mostrar que é manso, não bato os dedos na tala da gaiola. Na maioria das vezes que algum não deu o rendimento esperado, eu sabia que a culpa era minha e não dele.

Peço à vocês que cuidem bem dos seus azulões, que os respeitem, que os compreendam, sejam parceiros deles e não carrascos. O pássaro não sabe que você trata todo dia dele porque você gosta dele, mas ele recebe essa energia boa, e isso ele consegue perceber, todo animal percebe. O pássaro sabe pelo seu cheiro e seu semblante se você está doente, se está cansado, se está estressado ou tudo está bem.

Passeie com seu azulão e veja a fera que ele pode virar, fique entrosado com ele e verás como o pássaro muda. Não há nada mais gostoso do que chegar perto da gaiola pra tratá-lo e ele conversar baixinho com você, ver a capa de passeio chegar perto dele e ele começar a cantar feito louco porque sabe o que vai acontecer, ou ainda te seguir pelos poleiros da gaiola, viveiro ou voador enquanto você passa por ele.

Vamos parar com essa besteira absurda de que pra ser bom o azulão tem que

cantar na muda tem que cantar encartuchado tem que se pegar com o outro sem rabo…             Alguém faz isso com TF?? Não!! Alguém faz isso com Coleiro?? Não!! Então porque tem fazer com o azulão??

Não vou dizer que não faço algumas dessas coisas que digo pra não fazer, mas quando saio com meu pássaro de casa, ele já sabe o que vai acontecer, ele vai preparado! Esqueçam um pouco de fêmea, Azulão é 50% nutrição e 50% dono, e é o dono que depois de muito manejo vê se precisa ou não de fêmea…

O azulão nunca fica em cima do muro, ou ele tenta até o último momento afinar o oponente ou ele será afinado. Além disso, em qualquer situação que o desagrade, ele mostrará entopetando enquanto que um Coleiro mostraria ficando quieto ou travado. Entendam que é a maneira de mostrar seu desagrado.

Acredito que os fatores responsáveis por sua extinção em torneios, além da fama injusta, foi a perda de espaço para as outras espécies com a moda de TF e Coleiro e a diminuição de azulões em liberdade. É sabido que a maior presença de determinadas espécies em torneios está relativamente ligada a sua abundância na natureza.

Antigamente a caça foi abusiva, porém era um mal necessário para suprir a demanda dos criadores por padreadores e matrizes, acontece que ninguém se dedicou a reproduzir, somente agora a reprodução começa a dar os primeiros passos.

Passeie com seu azulão, treine-o, teste-o, conheça-o assim poderá dizer o que ele realmente é. Está certo que os ruins existem, mas antes dê uma chance.

Peço ainda  às associações ou aos competidores que ao disponibilizarem um local para a roda, não deixem o pior local, pois para pássaros que estão retornando agora à  fibra podem não se destacar devido ao lugar ruim e falta de experiência.

Vamos fazer o possível para levantar a categoria azulão e tratá-la como modalidade, não como incentivo ou favor!

Levem seus pássaros aos torneios, conheçam criadores, troquem experiências!

Azulões em torneios já!

Edward Tédde – Marília/SP

Meu nome é Henrique Vilela, moro na cidade de Passos – MG, sou um defensor do “AZULÃO”, há anos venho reproduzindo em cativeiro e fazendo melhoramento genético visando provas de canto coletivo – Fibra, eu acompanho os resultados de todas as grandes rodas nessa categoria em todo o Brasil, as maiores são feitas pelo pessoal da CPCC, ASOCAN, ACPS, FEOMG, CUBIVALE entre outras tantas; venho notado um crescente aumento de criadores que valorizam e respeitam esta espécie.

Hoje para nós criadores de azulões o Ligeirinho do nosso amigo Sergio Buzato de Curitiba – PR é uma referencia em azulão de fibra por alguns motivos:

1. Ele é muito constante e consegue manter medias altíssimas com uma resistência absurda.

2. É um azulão muito novo o que é raro para azulões de roda.

3. Tem uma valentia absurda e demonstra isso na roda.

4. Corta muito o canto o que faz dele um pássaro imbatí­vel.

 

Veja os últimos resultados dele em rodas:

14 Set. 2008 – Torneio de Campo Largo – PR

1° Lugar com 160 cantos na Final.

 

05 Out. 2008 – Torneio Clube Paranaense dos Curiás – CPCC

1° Lugar com 147 cantos na Final.

 

12 Out. 2008 – Torneio Liga Sul (Santa Catarina – Rio Grande do Sul – São Paulo e Paraná)

1° Lugar com 155 cantos na Final.

 

09 Nov. 2008 – Torneio Clube Paranaense dos Curiás – CPCC – Jockey Club do Paraná

1° Lugar com 118 cantos na Final.

 

30 Nov. 2008 – Torneio Clube COBRAP – Curitiba

1° Lugar com 152 cantos na Final.

 

07 Dez. 2008 – Torneio oficial Clube Paranaense dos Curiás – CPCC

2° Lugar com 160 cantos na Final.

 

14 Dez. 2008 – Torneio Regional de Colombo – PR

1° Lugar com 160 cantos na Final.

Para os que gostam de azulão ou pretendem começar a criar além de prestar bastante atenção no que foi dito pelo nosso amigo Edward Tédde, vamos dar algumas dicas que não são regras, mas valem para a grande maioria dos azulões:

Alimentação: alpiste 50%, painço (verde, vermelho, preto, branco, Mileto e comum) 20%, aveia 10%, arroz em casca 5%, niger 5%, senha 5%, cártamo 2%, perila 2%, girassol 1%. Pode ser fornecido também à vontade em cocho separado Ração Extrusada que o pássaro melhor se adapta no meu caso a Alcon Club Curiá. Também deve ser fornecido um complemento mineral de boa Qualidade como o Prestige Minerais com Carvão.

Banho: colocar 3 gotas de Vinagre de Maça na água do banho em seguida retirar. O azulão é muito suscetí­vel a problemas de ácaros o vinagre em grande parte das vezes resolve.

Higiêne: Deve ser impecável.

PREPARAÇÃO PARA OS TORNEIOS

O azulão possui duas Modalidades que é Fibra (Canto Coletivo – Roda) e Canto Livre.

Fibra: O azulão de fibra tem que ser muito resistente, constante e valente e não temer os outros adversários, ele precisa ter recebido todo o carinho necessário no perí­odo de troca de penas, tendo feito uma troca tranquila o azulão normalmente abre canto sem nenhum estimulo, pois é um passarinho cantor.

Normalmente os grandes azulões de roda moram sozinhos para evitar desgastes desnecessários, mas isso não é regra, nos temos vários azulões que moram na mesma casa e conseguidos tirar medias altas dos mesmos nas rodas o que não pode ser feito de maneira nenhuma é ficar esfregando ou encostado seus próprios azulões uns com os outros ele tem que saber que casa é local de descanso e que quando saem aí­ sim vão para a disputa.

Hoje um azulão que passa acima de 120 cantos consegue ficar entre os melhores. Fêmea: O azulão não deve ser feito com fêmea, ou seja, não deve receber os primeiros estímulos logo após a troca de penas com fêmea eu indico os passeios para isso, quando o azulão já estiver cantando forte e cantando muito nos passeios, passeios estes que devem ser feitos em locais arborizados sem a presença de outro azulão, aí­ sim o criador deve fazer o acasalamento do seu azulão com calma de inicio apenas no chamado ou pio, e posteriormente começar a mostrar uma vez ao dia por no máximo 2 minutos e continuar os passeios com o azulão.

Após este primeiro preparo você pode ir à casa de amigos que tenha azulão e fazer disputas sem que se vejam por períodos curtos de no máximo 1 hora e você percebendo que o azulão está à vontade pode começar a fazer disputas diretas se vendo em distância maior e notando que o azulão está respondendo bem ao manejo ir aproximado e aumentando o tempo de disputa. Este treinamento deve ser feito com paciência e muita calma, respeitando os limites e o tempo que cada azulão leva para assimilar o treinamento, pois a cada dia seu azulão vai ficando mais confiante e tarimbado com isso melhora a cada dia sua media de cantos em disputas diretas.

Na primeira vez que for colocar o azulão na roda fique próximo a ele se sentir que ele está desconfortável ou não está cantando bem retire e em outra ocasião volte a colocá-lo, faça este procedimento sempre aumentado a duração do azulão na roda, vai chegar um dia que ele irá ficar tranquilo e confiante para dar o máximo de si. Fica a cargo do criador após estes treinamentos iniciais ter a sabedoria de identificar o quanto o azulão necessita da fêmea nos dias que antecede a roda, se gosta de dormir ao lado dela o dia anterior ou se gosta de ficar apenas no pio ou outro manejo que o criador verificou que melhor se adapta.

O que nós podemos afirmar é que na grande maioria dos azulões que se destacam com médias altas os mesmos possuem fêmea. Para aumentar suas chances de ter sucesso porque apesar de todo o trabalho nem sempre o passarinho responde ao treinamento, você pode adquirir filhotes de criadores que fazem a anos seleção genética de azulão de roda, isto irá encurtar em muito sua busca.

Canto Livre: O Azulão de canto livre tem que ter as seguintes características: ser rápido e cortar o canto e ter uma retomada entre um canto e outro bem curto. Faça todo um treinamento com passeios em locais arborizados para ele habituar a cantar em locais diferentes. Posteriormente a isso é necessário acostumar a cantar sempre que retirar a capa que é o que acontece no torneio de canto livre ele tem que dar a maior quantidade de cantos em 5 minutos. Para isso normalmente o azulão de canto livre mora sozinho com sua fêmea no manejo que o criador achou mais conveniente. E o criador deixa o azulão a partir de sexta feira a noite dormir junto de sua fêmea se vendo e retirando durante o sábado para um passeio leve sem ver outro azulão e voltando a colocar o azulão ao lado da fêmea este manejo fará com que o azulão não cante ou cante o mí­nimo possí­vel, ele deve ser levado para o torneio vendo sua fêmea e retirado apenas poucos minutos antes de se apresentar e quando isso for feito é interessante mostrar outro azulão valente para que o mesmo comece a cantar, como ele estava morando sozinho e descansado irá dar o máximo de si nestes 5 minutos de apresentação.

Hoje um bom azulão de canto livre deverá dar acima de 60 cantos em 5 minutos.

Tudo o que foi dito acima não é regra, foi testado por nós e por amigos que são apaixonados por essa ave e foi o que melhor deu certo na grande maioria dos azulões.

Fica aqui nosso apelo, para que todos respeitem o azulão e as associações dêem mais espaço para essa ave em seus torneios, porque é uma ave maravilhosa possui sim muita fibra e valentia e tem demonstrado isso por todo esse Brasil.

Obrigado pela oportunidade que nos deram:

Autores:

Edward Tédde – Marília/SP.

Henrique Vilela – Passos/MG.

Sérgio Buzato – Curitiba/PR.

Escrito por Henrique Vilela, em 11/8/2009

Criação de Trincas (Picharro)

Dicas importantes

Considerações do autor sobre a Criação de Trincas

Amigo Rob de Wit,

Há algumas coisas que eu gostaria de levantar, embora o conselho do Claudiney seja o melhor: procurar sempre um veterinário.

O problema é que nem todos os veterinários são como o Claudiney. Existem até muitos bem intencionados, mas a especialização em aves nativas é para poucos.

Algumas coisas são fruto da minha observação e da minha fúria autodidata:

a) a administração de anticorpos através das secreções do papo;

b) o PH da mistura repassada aos filhotes;

c) o equilíbrio iônico ferro-cálcio na alimentação;

d) o percentual das vitaminas do complexo B na alimentação;

e) o decréscimo do teor de proteína na mudança de alimentação hidratada para alimentação seca;

f) a presença de fungos no instrumental (seringa, colher) de alimentação artificial;

g) o uso aleatório de antibióticos

Não sei se é de conhecimento de todos e, por favor, não tomem como pedantismo.

O gênero Saltator era classificado como sendo mais próximo aos frugívoros que aos granívoros. Em outras palavras, até não muito tempo atrás, os taxonimistas colocavam os Saltator entre Tanagra, Thraupis, Schistochlamys, etc.

Entre eles o Trinca-ferro.

Um ponto comum entre os frugívoros é que as vitaminas do complexo B são tóxicas para eles. Melhor dizendo, as doses ideais para administração são menores que as dos granívoros em geral. Isto foi constatado por americanos e holandeses, em trabalhos científicos sobre a reprodução de saíras.

Então, ficamos com a primeira questão: qual a percentagem ideal de vitaminas do complexo B para os Saltator? Não há informações disponíveis na literatura brasileira.

Porém, por analogia, seria uma dosagem menor que as aplicáveis para granívoros.

Só que o que tenho visto, nas rações, misturas, etc., é que essa sensibilidade não é considerada.

Na natureza, durante a alimentação das crias, os Saltator ingerem insetos que são naturalmente pobres em cálcio. E ingerem frutas que são mais ricas em cálcio. Não posso precisar quais frutos consomem. Só que, de uma forma geral, ingerem uma alimentação com menos ferro que se possa supor para um granívoro.

Alguns que conheci criaram filhotes de trinca-ferro capturados ilegalmente e anilharam os filhotes, criando os filhotes à mão com uma mistura de banana e ração extrusada batida no liquidificador. A proporção de vitaminas do complexo B e cálcio na banana pareceu ser ideal, porque a taxa de sobrevivência foi alta. Relembro que sou pessoalmente contra a prática de captura de filhotes na natureza. Só estou relatando um fato que observei.

O fato é que há uma competição entre ferro e cálcio. Doses maiores de ferro na alimentação prejudicam a absorção de cálcio. E o ferro é bem tóxico para frugívoros. Isto é um fato cientificamente comprovado. E a VALE VERDE foi a primeira produtora de rações (MEGAZOO) para aves a perceber isto no caso de frugívoros. Mérito do Paulo Machado.

Então, quando sobrecarregamos o ferro na alimentação do Saltator estaremos prejudicando a absorção de cálcio. Isto é fato. Mas quanto de sobrecarga não posso dizer, porque não há estudos para os Saltator. Só posso concluir que as rações com componentes de origem em carne animal terão uma abundância de “ferro heme”. Na natureza os vegetais forneceriam “ferro não heme”, cuja absorção é cerca de três vezes menor e seria melhorada com vitamina C e com o próprio ferro heme. Então, ao darmos a um frugívoro ração com traços de carnes animais, daremos ferro heme e esse ferro heme potencializaria a absorção de ferro não heme de origem vegetal. Resultado, prejuízo por competição com o cálcio.

Os teores de sódio e potássio também não são analisados pela literatura para os Saltator.

Com isto é certo dizer que em matéria de equilíbrio iônico, a criação de Saltator é feita aleatória e empiricamente.

Damos percentuais aleatórios de matérias fermentáveis: amidos e sacarose. Os açúcares naturais na alimentação de um Saltator seriam frutoses e açúcares invertidos. Essas fermentações demandam cálcio. Se um Saltator ingerir ferro em excesso, haverá prejuízo na absorção de cálcio. Se ingerir fermentáveis, o resto de cálcio será direcionado para a fermentação.

Com isto o PH do intestino do Saltator irá oscilar muito, acidificando-se.

Com a acidez, teremos ambiente para a infestação por fungos.

Aliado a isto há o fato de os filhotes tratados à mão não recebem os anticorpos pela alimentação natural dos pais.

Ao usarmos seringas, introduzindo e reintroduzindo na cavidade oral, levamos fungos para a boca dos pássaros. A seringa deve ser esterelizada sempre.

Mesmo assim, a introdução de seringas gera sempre microtraumas. Para nós não são visíveis. Mas estão lá. E essas pequenas lesões são normalmente atacadas por Cândidas, fungos.

Por isto há produtos para frugívoros na Holanda que já possuem nistatina na formulação.

Há um mau hábito aqui no Brasil de uso preventivo de antibióticos. Nisto temos dois rivais. O uso de antibióticos é grande na Holanda e na Inglaterra entre criadores. E os mais conscientes sabem do mal que isto causa a médio prazo e a curto prazo. A médio prazo geramos cepas mais resistentes de bactérias, por simples seleção natural. A curto prazo, matamos a incipiente flora bacteriana dos filhotes, facilitando a proliferação dos fungos.

Então já vi uma associação de banana (cálcio, complexo B), ração Agroceres (milho), soro fisiológico à base de açúcar de uva e cloreto de sódio e FLORATIL (Saccharomycces bourlardii) dar certo para a criação de Saltator.

Para um criador certa vez, em um diálogo, não uma consulta, porque não sou profissional veterinário, sugeri o seguinte:

a) realizar a assepsia do ambiente contra fungos. Frugívoros e fungos não combinam. Com o perdão aos asseados, os mantenedores de trinca-ferros não são tão obcecados com a higiene quanto deveriam. O Claudiney, o Rob e outros poderiam falar sobre a peste dos Aspergillum;

b) esterilizar seringas de tratamento em água fervente ou autoclave. Seringa de plástico é para ser usada uma vez e jogada fora.

c) formular uma ração com profissional especializado. Como dica uma maior teor de cálcio, menos ferro e menos complexo B.

d) pensar no emprego da mistura de casca de ovo e folha de mandioca que a Pastoral da Igreja Católica fabrica, como fonte adicional de cálcio orgânico.

e) bebedouro com soro fisiológico de cloreto de sódio + açúcar de uva + Floratil. Nada de banheira para banho até a muda de ninho.

f) bebedouro desinfetado e trocado diariamente.

g) nada de antibióticos por conta própria. Presumi que os tratamentos preventivos aplicados aos pais foram feitos a tempo e modo corretos, sob a orientação de um veterinário.

h) na estação chuvosa, algumas gotas de nistatina na água de beber.

No cerrado, um cipó é muito escolhido pelos Saltator para fazerem ninhos. E o cipó amarra-vaqueiro (Combretum leprosum). O cipó é um antifúngico natural. Talvez Deus em sua extrema sabedoria tenha dado uma orientação genética aos trinca-ferros. Não sei.

Só sei que as sugestões de manejo já “deram certo” muitas e muitas vezes. E já há alguns filhotes de Saltator realmente nascidos em cativeiro com o emprego dessas sugestões.

São só coisas para reflexão.

Um abraço a todos,

Fernando Martuscelli

Escrito por Fernando Martuscelli , em 8/6/2009