Relembrando: Importante Discurso do Coordenador da Bancada PET

O SR. NELSON MARQUEZELLI (PTB-SP. Pronunciamento encaminhado pelo orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, assumi a coordenação da chamada bancada pet, onde há uma conjunção de sugestões e ações político-parlamentares que visam mostrar para a sociedade brasileira a importância do chamado segmento pet, um segmento comercial e de criação que enobrece o País. O setor de criação de pássaros e de animais domésticos gera uma receita que gira em torno de 12,5 bilhões de reais, quer seja com a movimentação comercial, quer seja com a atuação na área veterinária e a geração de emprego e renda, representando, além disso, um fator importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas.

Ressalto, em principio, que sempre fiz da agricultura a minha vida profissional, e fui eleito pela primeira vez Deputado Federal com essa bandeira e em nenhum momento deixei de apoiá-la e representá-la com dignidade.

Fui um dos articuladores da bancada ruralista, a primeira frente de Deputados e Senadores engajados em apoiar um segmento — o agronegócio. A visão obtusa de uma camada política insistia em colocar o homem do campo em posição subalterna e discriminatória, estereotipando o grande pilar do desenvolvimento nacional — agricultura, tecnologia, sustentabilidade e geração de renda foi, é e será a grande vocação do Brasil.
A conscientização da sociedade se repete quanto ao segmento pet, muito mais por radicais xiitas, que enxergam o agronegócio e
, por tabela, o segmento pet como um anteparo para a defesa do ecologismo, confundindo a opinião pública e empurrando um setor importante, o setor pet, para a marginalidade, com efeitos funestos para a economia brasileira e o nosso progresso social.

É preciso compreender e conhecer o trabalho digno dos passarinheiros, hoje responsáveis pela preservação de algumas espécies que, se mantidas na natureza, estariam extintas. É o caso do BICUDO, espécie hoje só encontrada em cativeiro graças ao trabalho dos criadores dedicados à reprodução desses animais.

No Brasil, o Governo deu um passo importante no segmento pet quando passou a ser discutido dentro de um Grupo de Trabalho — GTPET — vinculado à Câmara Temática de Insumos Agropecuários. Em julho de 2012 o Ministério da Agricultura criou a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva dos Animais de Estimação, pet, a fim de discutir a criação de leis e políticas públicas para o segmento.

O grupo é formado por representantes da iniciativa privada e do Governo, que juntos criaram a Agenda Estratégica Pet Brasil 2012-2017, com cinco prioridades: governança da cadeia, fomento, marco regulatório, marketing e promoção e capacitação.

O Brasil já é o segundo maior mercado pet no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Somos o segundo país do mundo em cães e gatos, quarto do mundo em animais de estimação e o segundo em faturamento global. Com uma previsão de crescimento de 15,5% ao ano, o setor movimentou mais de R$21 bilhões em 2012 e já soma 120 mil lojas espalhadas por todo o País, isso só de lojas pet, sem falar nas clínicas veterinárias e empresas de ração, dos mais de 500 mil criadores de pássaros, com empregos diretos e indiretos que chegam a 4 milhões de trabalhadores.

Como, Sr. Presidente, podemos fechar os olhos para essa realidade? Só insanos e despreparados querem criar dificuldades para o setor.

Mas estou disposto a defender esse segmento, e conto com o apoio da grande maioria dos Deputados Federais, que comungam com os ideais de desenvolvimento e progresso do setor pet.
Voltarei à tribuna para mostrar ao Governo Federal, aos Estados e aos Munícipios que a bancada pet veio para ficar, e iremos buscar os conceitos para essa classe laboriosa — os criadores de pássaros e o setor pet.

Discursos de Notas Taquigráficas – DETAQ

Sessão: 103.3.54.O
Orador: NELSON MARQUEZELLI
Hora: 19H50
Fase: OD
Data: 08/05/2013
Com redação final

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Muda de Penas Anual

Chegou agora, no início do outono, o momento anual de muda de penas de nossos pássaros canoros, época em que eles se despojam das respectivas penas com o renascimento delas, novamente. Todos os anos as aves de qualquer espécie, mudam de penas, isto é, “trocam” aquelas que já estão desgastadas, para surgirem novas que irão durar por mais este período de ciclo sazonal de suas vidas.

A duração da muda completa é de mais ou menos seis meses. Nessa fase, os pássaros machos quase não cantam, ficam debilitados e recolhidos. Por isso necessitam de cuidado redobrado, proteção contra o frio, correntes de ventos, tem que haver comida variada e muita observação.

Muda de Penas

Na muda não se deve manusear os pássaros, quanto mais quietos ficarem, melhor. A única exceção é a exposição ao sol, na parte da manhã, por cerca de dez minutos diários, se possível devem tomar banho na oportunidade.

A maioria dos criadores adota a salutar rotina de encapar os pássaros na muda para que fiquem mais calmos, colabo¬rando para a necessária tranquilidade exigida nessa fase. Todavia, tem-se que ter o cuidado de lavar a capa para que não acumule mau cheiro e fique contaminada com fungos e bactérias, em especial em locais úmidos e de pouca ventilação, isso é fatal para a saúde dos pupilos.

Muda de Penas

Para aqueles que são acasalados, os de torneios, recomenda-se que sejam afastados das fêmeas para entrarem em muda, até que estejam em fase de arremate da muda, em geral quando o rabo está crescendo novamente. No caso de plantel de reprodução o melhor é colocar, se houver jeito, todos juntos se vendo, em viveiros comunitários ou gaiolões. Tem-se que ter o cuidado com a higiene e biossegurança desse ambiente.

A propósito, pode ocorrer casos que alguns espécimes atrasem a entrada na muda, ou o que é pior entrem num estágio de “muda encruada”. Muito ruim, porque ficam impossibilitados de reproduzir ou de participar de torneios, quer dizer a respectiva saúde fica abalada e a performance prejudicada.

Pode-se tomar algumas providências para estimular a entrada na muda: trocar o bicho de lugar, tirar ele de eventual situação de disputa de canto, pois alguns não querem perder o “prego” e não param de cantar. Escolher um local mas escuro onde interrompa sua rotina muitas vezes dá certo. Há casos que se precisa dar mais ênfase e assim se pode escolher um lugar apropriado e abrigado onde pássaro possa sentir o frio da noite, diferente daquele que está acostumado.

Quando a ave sai da muda está fria e sem fogo, é preciso toda uma rotina para abri-la, para que ela retome o fogo, se apronte e esteja apta a participar de torneios, com sucesso. Ela tem que secar muda e isso leva um tempo, o sol é fundamental instrumento para ajudar nesse processo. Nessa fase de “seca” da muda, não se pode mexer demais com o pássaro sob pena de ele requeimar e fazer outra muda. Galar de forma alguma porque pode até esterilizar o bicho, há relatos nesse sentido. Só pode galar depois que derrubar “espigão’ e estiver terminado a muda há mais de 2 meses.

Todo o processo será repetido anualmente. Os melhores meses para o início da muda no sul e sudeste são fevereiro ou março. Lógico que há diferenças de época na predisposição para variadas espécies de entrarem no processo de muda. Alguns indivíduos tem mais dificuldade, em especial aqueles de “fogo crônico”, às vezes demoram um pouco mais. No entanto, quando chega aquela mudança de clima para mais frio, comum mês de maio em diante há mais chances de que eles entrem na muda.

Assim, quando chega o mês de agosto, se bem trabalhados, já po¬derão estar prontos, abertos, embalados e de espigão arreado, prontos para outra temporada.
Aloísio Pacini Tostes
Bonfim Paulista – Ribeirão Preto SP
www.lagopas.com.br – multiplicar para conservar

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